Pesquisar este blog

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Seja apenas você mesma!

Não adianta tentar ser o que você não é. Para valorizar sua beleza, descubra seu estilo, chame a atenção para seus pontos fortes, aceite suas limitações e não dê tanta importância aos modelos impostos.
Acontece com todo mundo. Um dia, você acorda meio de mau-humor e ao encarar o espelho, se assusta. Não deixa escapar os sinais das pálpebras inchadas e examina os cabelos arrepiados. No chuveiro: pneuzinhos demais, curvas de menos. E o que dizer daquela barriguinha insistente e da celulite mais do que visível.
E a impressão é de que só mesmo um milagre para transformar você numa pessoa perfeita e de dar um jeito nessa situação. Mas já que nada disso tem jeito, veste a primeira roupa que vê pela frente, sai com celulite e tudo rumo ao trabalho.
Todas nós já tivemos um despertar assim e na maior parte das vezes, seguido de uma dolorosa preocupação de que os outros vêem e pensam sobre nós.
Nessas horas parece difícil não submeter-se a uma velha armadilha tão antiga quanto ineficiente: a da vitimização. Se não somos desse ou daquele jeito, a culpa é da nossa herança genética, da falta de dinheiro, da sobrecarga de trabalho, dos muitos compromissos com a família e de tudo o mais que absorve nosso precioso tempo. Mas pode também dar a volta por cima: arregaçar as mangas, traçar metas e alcançar seus objetivos vertendo suor em vez de lágrimas. Agora ou depois, pegar ou largar, tudo depende de seu empenho e de sua capacidade de tolerar algumas inevitáveis frustrações. Ninguém ganha um corpo escultural, um andar ágil ou um estado quase zen de equilíbrio emocional deitada num sofá se deliciando com sanduíche, pipoca, chocolate e refrigerante.
É Preciso, em primeiro lugar, responder a dúvida com decisão: quero mudar ou não quero? Depois, encarar com firmeza e disciplina as iniciativas. Virar o jogo também requer prática e habilidade e é uma tarefa que envolve três etapas fundamentais: a identificação de oportunidades, a moderação para optar pela mais adequada e, por fim, a persistência – aquela teimosia saudável que nos faz seguir na direção reta e direta da realização.
O que se vê por fora é reflexo do que há por dentro podendo ser uma idéia ou um modelo mental. A beleza interior existe e está associada a um estado de espírito positivo, de uma energia alegre, mas também de algumas atitudes. Não tente se enganar: a beleza começa pela boca e se você é daquelas que não conseguem fugir das tentações do fast-food, preste atenção a sensação que elas provocam.
Neste mundo de conveniências, é possível cuidar da alimentação sem sacrifícios, valendo-se de boas doses de informação e equilíbrio. A mudança de hábito, além de ajudar na boa forma, traz benefícios à saúde.
Mude, melhore, experimente-se, surpreenda-se, faça o que quiser. Mas tome muito cuidado para não se transformar numa caricatura mal-acabada de si mesma. Respeite seu equilíbrio e suas proporções. O perigo está no exagero e na vontade de se manter jovem a qualquer preço mesmo que o resultado seja desastroso.
Modele suas formas mantendo metas e sacrifícios em medidas proporcionais; ouça seu corpo e aprenda o que cada sintoma tem a lhe dizer; sinta seu corpo e ofereça-lhe suprimento extra de descanso, carinho e prazer. Você é responsável por toda marca, cada linha, cada inscrição. Sempre é possível refazer alguma parte, apagando rastros, aprimorando o que simplesmente não deu certo.
Cabe a cada mulher ser o que bem quiser. E a beleza é o resultado de uma história de vida particular, que revela sua verdadeira identidade.


sábado, 27 de novembro de 2010

Um Herói de Verdade

Alguns fatos nos permitem grandes reflexões. É normal enquadrar a vida em uma rotina, conversar com um e outro, ir ao trabalho, à faculdade, fazer uma caminhada na rua, voltar para a casa. O dia seguindo, pessoas indo e vindo. Até que de repente, você está na sua casa, num dia como o de costume, e algo estranho acontece, e tudo parece desmoronar em uma fração de segundos.
            Aconteceu comigo!
            Era uma tarde, quase noite, de verão, chuvosa como muitas outras nesta época do ano. Sentada no computador recebo a doce visita de vovó, no auge de sua calma, dizendo da presença de um ser estranho na sala de jantar. Espantada, e já imaginando algo como: um sapo? uma bruxinha de luz? um passarinho? Antes fossem eu pensei, pois na verdade, encontrei para o meu desespero, uma robusta, preta, e “muuuuito” grande Pomba Rola, tranquilamente instalada na mesa de jantar, abrigando-se da chuva.
            Recordo-me da infância, ainda no interior (Rio Pomba, coincidência?!) do transtorno causado pela entrada indevida de animais na casa. Era um verdadeiro sufoco! Sapos, rãs e pererecas cobertas de sal, passarinhos se debatendo por toda a casa dando vôos rasantes sobre nossas cabeças, besouros “raqueteados”, morcegos “escaldados”, e grilos serrados ao meio por impiedosas vassouras. O caos reinava em momentos como esses.
            Com essas duras lembranças, ainda frescas na memória, corri com vovó para o corredor e lá nos entrincheiramos para arquitetar uma solução para o “caso pomba”. Uma verdadeira guerra de nervos. De um lado a pomba folgada se exercitando pela mesa, entre uma parada e outra para um cochilo, e do outro, eu acuada olhando pela fresta da porta, “secando” para que ela desconfiasse e seguisse seu rumo para longe da minha vida. Até compreendi que a chuva estada bem forte e que o abrigo era bom, mas, acuada dentro da própria casa era no mínimo um absurdo.
            Não queria nem imaginar aquele grande bicho (para os padrões de um apartamento) se debatendo pela casa num sofrimento sem fim. Piedade ainda me restava. Então optei por deitar um pouco, comecei a me questionar, como resolveria aquele problema? Por que não uma vassourada? Ah não, não seria capaz!
De dois em dois minutos lá estava eu na porta, entre eu e a sonolenta pomba, uns 3 metros e pouco de distância. Depois de tomar grande coragem, abri a porta e pedi que se retirasse de forma honrosa com a mesma delicadeza que entrou – ela não se moveu, me olhava fixamente. Foi então que bati com o meu caderno na parede – vá embora para que não haja derramamento de sangue! Ela teve a coragem de me ignorar. Resolvi me recompor, e partir para a estratégia da comidinha. Lancei um biscoito de polvilho (do estoque de suprimentos, pois sua presença na copa impedia chegada à cozinha) na direção da janela para que ela se posicionasse de forma propícia à partida. Errei a mira, o biscoito caiu no chão e ela respondeu com uma piscadinha, mais para agradecer o possível alimento, caso se dispusesse a deslocar-se até o chão – o que não aconteceu! Tomada pela ira, fui até o quarto, peguei o desodorante spray, disparei o forte jato em sua direção, e o mais surpreendente foi que ela virou-se, subiu na ponta da cadeira, e por lá ficou! Fechei a porta do corredor indignada, confesso que pensei na vassourada!
Fui para a internet, buscar ajuda, e o incrível foi que as pessoas ficavam rindo da minha situação, não entendiam o desespero. Sugeriam que eu abrisse a janela (por onde pensavam que ela tinha entrado?!), ou que ligasse para os bombeiros. Meu Deus!
Sozinha em casa, cuidando de uma doce senhorinha (ou estaria ela cuidando de mim?!) tomada pelo desejo incrível de bancar a “super vovó” e colocar a intrusa de vez para fora – estava eu com dois problemas, conter a vovó e espantar a persistente pomba rola.
Com quase 200 pessoas no MSN até acreditei que alguém me ajudaria, nem que fosse com um breve apoio moral. Mas não foi o que ocorreu. As horas foram passando, o suprimento de água se esgotando e o fato de me imaginar rastejando no chão, como um soldado mudando de posto na batalha, já atordoava. Chorei, chorei e chorei! Poxa, era um choro de desabafo, ninguém ia me ajudar?!
Somos tão fortes para algumas coisas, mas nossa humanidade não nos permite tudo, somos seres com fragilidades! Eu estava com medo, acuada, sozinha e com problemas filosóficos! Dureza!
Mas eu me enganei em um detalhe, não estava sozinha! Eu sou alguém de muita fé na vida, e a solução para o caso chegaria! E chegou! E veio na pele de um verdadeiro anjo, não esses loirinhos que andam por ai de vestido branco. O meu anjo é forte, lindo, atraente, educado, amável, gentil e tudo mais. Ele não é só um anjo, é um herói! Um herói real, que se dispõe a deixar sua cama, sua casa, ou uma distração com os amigos para vir até a minha casa me tirar do horror, pavor e todos “or” que imaginarem. Poucos são assim, poucos se importam em ajudar, a ouvir, a tentar entender. Poucos estão por mim, por nós!
E ele chegou, entrou, e com toda calma colocou a intrusa gentilmente para fora. Eu ainda com lágrimas nos olhos, não contive a emoção, corri para aqueles braços firmes e carinhosamente inesquecíveis.
Edgar... Tanto músculo e tanta doçura! Você é meu herói! Olhando para seus olhos dentro da minha casa, abraçada com você, quis parar o tempo, ficar com você para sempre... ser a mais amante das criaturas!!

O meu amor não tem limite... mas ele tem nome: EDGAR! O meu HERÓI!

À você todo o meu carinho e gratidão!


Adriana Furtado
Belo Horizonte, 27 de novembro de 2010.

domingo, 14 de novembro de 2010

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabor

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Direito é ciência ou experiência? Há ou não compatibilidade entre os termos envolvidos?



A classificação doutrinária do Direito como ciência é aceita, principalmente após analisar a influência do Positivismo de Kelsen, que apresenta uma teoria purista do Direito. O Direito Positivo, na concepção do autor, exige dos operadores do Direito uma postura amoral na aplicação da norma jurídica, em prol de uma segurança jurídica e social. Hans Kelsen (1881-1973), ao publicar sua obra "Teoria Pura do Direito", reconheceu o Direito como Ciência. Com efeito, buscou constituir uma Ciência do direito livre de toda ideologia e da intervenção de proposições estranhas ao Direito, expondo a "pureza jurídica do Direito em seu aspecto tipicamente científico”, ou seja, livre der todas as considerações que são essencialmente alheias ao seu objeto, visando sempre à purificação do pensamento jurídico.
A Ciência representa a busca da verdade, indefinida e permanentemente. Seu compromisso é explicar os fenômenos naturais e sociais, visando satisfazer a necessidade humana de conhecer e de entender o mundo em que vive. Mas, como se sabe, objetivo prático da atividade científica não é o de descobrir verdades absolutas ou ser uma compreensão plena da realidade, mas sim, o de fornecer conhecimento, ainda que provisoriamente, para uma interação entre o homem e o mundo.
Dessa maneira, a Ciência do Direito estaria para interpretar a realidade, e projetar um mundo ideal (meta do dever-ser), através da valoração intrínseca aos fenômenos naturais ou sociais.
A partir da inserção das idéias pós-positivistas, a concepção do direito se estendeu, para muito além da mera aplicação da lei, seguindo regras pré-determinadas e rígidas, e ganhou mais abrangência, passando a considerar um conjunto de condutas, dentre elas: valores, regras, premissas pautadas na razoabilidade, na adequabilidade, bom uso da retórica e do discurso, entre muitos outros. Colocando a experiência normativa em prol de orientação do comportamento humano e solução de situações conflitivas. Então, sem embargo, podemos considerar o direito como experiência, pois o fenômeno jurídico faz parte do cotidiano das pessoas, e a cada vivencia se percebe um acréscimo de conhecimento.
Segundo as idéias apresentadas, pode-se entender que existe aproximação entre o “direito como ciência” e o “direito como experiência”. Pois, se o núcleo metodológico do direito é a compreensão das normas jurídicas com a aplicação na vida social, e o método jurídico volta-se para o caso particular, necessariamente permite que a dialética fique moldada e enquadrada nos casos específicos, corroborando a importância da união entre as concepções a cerca do direito.
A cada dia surgem novas situações, por isso os casos jurídicos devem ser analisados isoladamente de forma flexível e pautada nas leis, e principalmente no bom-senso, para que possamos atingir o Maximo de justiça.

Românticos (Vander lee)

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão

Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu!
e você!!

*porque essa música tem "a nossa cara"




domingo, 31 de outubro de 2010

"Os únicos presentes do mar são golpes vigorosos e, ocasionalmente, a chance de sentir-se forte. Eu não compreendo muito o mar mas sei que as coisas são assim por aqui. E também sei como é importante na vida não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte, confrontar-se ao menos uma vez, achar-se ao menos uma vez na mais antiga das condições humanas, enfrentar a pedra surda e cega a sós, sem outra ajuda além das próprias mãos e da cabeça."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Homem perfeito

Não existe homem fiel. Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel (ou porque está apaixonado (algo que não dura muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda) ou porque está cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo (isso vai se voltar contra você)..A única exceção é o crente extremamente convicto.Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados, mas agüente as outras conseqüências.

Não desanime. O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma banda. A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.

Não fique desencantada com a vida por isso. A traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O cara que fica cercado, sem trair, é infeliz no casamento, seu desempenho sexual diminui (isso mesmo, o desempenho com a esposa diminui), ele fica mal da cabeça. Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes. Se quiser alguém que pense como você, vire lésbica (várias já fizeram isso e deu certo), ou case com um gay enrustido que precisa de uma mulher para se enquadrar no modelo social. Todo ser humano busca a felicidade, a realização. E a realização nada mais é do que a sensação de prazer (isso é química, está tudo no cérebro).

A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança de ter uma família estruturada e saudável, com um bom homem ao lado que a proteja e lhe dê carinho. O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a realização pessoal dele vêm de diversas formas: pode vir com o sentimento de paternidade, com uma família estruturada etc. Mas nunca vai vir se não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso na profissão.

Se você cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido na empresa), o cara não dá um passo no dia-a-dia (sem ela) você vai sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se desenvolver profissionalmente (vai ser um cara sem ambição e sem futuro).

Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta. Silicone, curso de dança sensual, se vestir de enfermeira etc... Nada disso vai adiantar. É lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar com você e maior as chances do divórcio. Se perfeição adiantasse, Julia Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bündchen foi largada por Di Caprio. Não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre dar aquela malhadinha).

O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher, ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, (troca de olhares). Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.

Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles não existem nesse conceito que você imagina. Os homens perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito discretos: não deixam a esposa e nem ninguém da sua relação, como amigas, familiares saberem.

Só, e somente só, um amigo ou outro dele deve saber, faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem perfeito geralmente são numa escapolida numa boite, ou com uma garota de programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao próximo tópico.

Esse tópico não é para as esposas, é só para as solteiras e amantes.

Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de que homem não gosta de mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o máximo.Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil ele parte para outra. A oferta é muito maior do que a procura. O mercado está cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema). Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele.Ele vai ficar com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo e roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai começar a te procurar. Se ele não te procurar, era porque ele só queria aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar, você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada, você também fez uso do corpo dele – faz parte do jogo; guarde como um momento bom de sua vida.

90% dos homens não querem nada sério.Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento. Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota, aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado, dê logo para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer doce só agrava a situação. Estamos em 2007 e não em 1957. Esqueça os conselhos da sua avó, os tempos são outros.

Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida faça o seguinte:Tente achar o homem perfeito, dê espaço para ele.Não o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona-de-casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de sufocos, de 'conversar sobre a relação', de ficar mexendo no celular dele, de ficar apertando o cerco etc. Você pode até criar 'muros' para ele, mas crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir.

Se você está revoltada por este texto, aqui vai um conselho: vá tomar uma água e volte para ler com o espírito desarmado. Se revoltar com o que está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da vida, se você é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu marido/noivo/namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com você, mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é científico. O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito. Diferente disso, ou é crente, ou gay ou tem algum trauma (e na maioria dos casos vão ser pobres). O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar. Espero ter ajudado em alguma coisa.Arnaldo Jabor

Chega de Saudade

Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
Vinícius de Moraes
Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!
Arnaldo Jabor
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino não nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de beleza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante
nunca fenece e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a incerteza,
e resplandece,tanto mais velho quanto mais amor.

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieto,
muito quieto
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.Vinícius de Moraes

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.Pablo Neruda

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilemas

O cheiro da pele
A vontade que flama
Coragem de sentir
Medo de entregar
Noites de glória
Dias de luta
humana como nunca...
 
 
Adriana furtado
05/02/10
Conceitos que mudam
visões em distensão
duvidas megalônicas
certo ou errado?
certo e errado!
intensidade de viver
medidas imprecisas
utopia sem fim.


AdrianaFurtado
05/02/10
Só de coisa boa eu vivo
E se ando à toa, não ligo
Praia e uma canoa preciso
Pra ficar de boa, sorriso

Só de coração me entrego
Só em uma canção, navego
Só no seu olhar sincero
Pra te ver chegar, espero

De viver em paz, desejo
Só um pouco mais seu beijo
Você viajar... depois
Se você ficar... nós dois.

Ser ou não ser de ninguém?!

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: 'eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também'.

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração 'tribalista' se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde 'toda ação tem uma reação'.

Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter 'alguém para amar'.

Já dizia o poeta que 'amar se aprende amando' e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra 'namoro' traga tanto medo e rejeição.
No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a 'comer sal junto até morrer'. Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.

A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão!!

- Arnaldo Jabor -

O que não podemos entender.

Passei muito tempo buscando entender coisas que hoje percebo que não têm explicação. A razão das minhas escolhas, das minhas omissões. Por que eu fui quando quis ficar? Por que eu fiquei quando quis estar em outro planeta? Por que já pensei em jogar tudo para o alto e recomeçar? Por que eu estou aqui agora?

A verdade é que nos preocupamos tanto em fazer acontecer que não observamos a vida passar enquanto acertamos os últimos preparativos. São tantos os planos que terminam ou começam com as surpresas que o destino nos apresenta. São tantas as decisões que parecem desconexas no momento em que as tomamos, mas que com o passar do tempo entendemos que não foi uma escolha e sim a única alternativa que podíamos seguir naquela situação. Tudo ao redor nos levava até ela. Tudo que estava nublado e só o tempo foi ou é capaz de clarear.

Já me preocupei demais com questões que não mereciam nem sequer que eu arcasse por um milímetro as minhas sobrancelhas. Já desconfiei. Já procurei encontrar o que nunca quis ver. Já me senti traída. Não por amor, mas por lealdade. Não por atitudes, mas pela falta delas. Já acreditei no que nunca existiu. Talvez a minha falta de experiência tenha me levado a me aborrecer com coisas tão pequenas. Talvez não.

Hoje não quero mais saber se estão todos falando de mim ou se nem sabem que eu existo. Não importa o que dizem ou deixam de dizer. Não interessa se quem se diz meu amigo gosta realmente de mim ou é só fingimento. Não quero saber o que fulano acha de mim. Não procuro mais saber o que não devo, o que não me faz bem.

O melhor chega até nós mais cedo ou mais tarde. No tempo certo. Não há preocupação que acelere o que está predestinado a acontecer. A recompensa de quem confia, de quem sabe que cumpriu o seu papel para estar onde está, sempre chega. Portanto, não deixe que nada desvie sua atenção ou seu caminho. Siga o rumo traçado pelo seu coração. E mesmo que nem tudo aconteça da forma que você gostaria, não chore, não desista. Não se culpe. No final você vai perceber que tudo sempre fica do melhor jeito para nós. Até quando isso parece simplesmente incompreensível.
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis um amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


Poesia extraída do livro "Euteamo e suas estréias", Editora Record - Rio de Janeiro, 1999
 

Eu ainda lembro

Um lugar
Pra sonhar
Pra que a dor possa sempre mostrar
Algo de bom...[BIS]
Eu ainda lembro
O dia em que eu te encontrei
Eu ainda lembro
Como era fácil viver
Ainda lembro
A vida não é justa, mas ainda é boa.
A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente
É bom deixar suas crianças verem que você chora
Respire fundo. Isso acalma a mente
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como
resposta.
Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde
isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em
cinco anos, isto importará?'
Sempre escolha a vida.
Perdoe tudo de todo mundo.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Acredite em milagres
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os
lugares.
O melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

Só quem sente sabe

Eu procurei uma forma de não pensar
eu tentei correr
desacreditar
evadir para o campo
idear soluções
Busquei o colo dos sábios
o devaneio dos adolescentes
fui acalentada pela lua
iluminada pelo sol.
Os pássaros cantaram a música mais bela
o vento me empurrou para frente
nuvens elevaram meu olhar
Recebi declaraçoes de amor
o arco-íris mostrou-se
Sim, o mundo estava em cores!
Mas o corpo esplêndido, acometido
por um coraçao inquieto
por lágrimas da alma
garganta seca
olhos fugitivos.
forte?
não tão forte assim!
tenho tudo eu sei
só não tenho mais você
Mas continuo tendo tudo
e o que hoje rasga o peito
amanhã eu sei...
Será o passado que superei!
 
 
ADRIANA FURTADO 18/05/2010
 

Inspiração adversa

Eu escrevo versos tristes
pois me sobram saudades
afogam-me imagens
não sei lutar contra o desamor
se a dúvida fosse  a mina
poderia até ter sido heroína.
Suspiros...
Noites e dias que não serão!
abraços vagos
mãos frias
viagens sem fotografias
você não usou o ponto
mas me restam infinitas reticências
 
 
Adriana Furtado
18/05/10
 

Amor um mal, que mata e não se vê.

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n’alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.



Luís Vaz de Camões

Quanta falácea

O som da respiração tocou seus ouvidos?
O calor te aqueceu?
As mãos te acariciaram?
O abraço te fez criança?
O sorriso te fez alegre?
Os olhos te ensinaram?
As palavras te fizeram refletir?
As discussões te fizeram conhecimento?
A musica de encantou?
A presença te fez completa?
O corpo te fez pecar?
O carinho te fez dormir?
Você sonhou acordada?
O beijo te fez arrepiar?
 
Então não ousem, pois
vocês não sabem o que é se apaixonar!
 
Chαmαr αlguém de feio
­não te deixα mαis bonito,
ficαr sem comer não te deixα um pαlito,
excluir umα pessoα não te tornα mαis populαr,
não são αs mαrcαs que vão te rotulαr,
xingαr αlguém de gordo não te emαgrece,
dizer que umα pessoα é triste não trαz felicidαde,
fαlαr que αlguém é frαco não te fortαlece,
dizer que umα pessoα é metidα não te trαz α humildαde,
fαlαr que αlguém é insignificαnte não te engrαndece,
dizer que umα pessoα é fαlsα não te levα à verdαde,
dinheiro não comprα felicidαde,
conhecer muitα gente não é o mesmo que ter αmigos,
ser fαmoso é diferente de ser querido,
sexy não é o mesmo que vulgαr,
αtrαção é diferente de αmαr.
...Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo e o que não mata com certeza fortalece. Às vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer, a vida continua. Pra qualquer escolha se segue alguma conseqüência, vontades efêmeras não valem a pena. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível.
E os amigos ainda se contam nos dedos... Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio. Não fique preocupado, você nunca sabe quem está se apaixonando pelo seu sorriso.

O PIOR RISCO DA VIDA É NÃO VIVER

EXPERIMENTE, ACREDITE, SONHE E OUSE !!

Arriscar-se é viver...

Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.

Mas... é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...

Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre...

"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida..."
(Soren Kierkegaard)
A idiotice é vital para a felicidade.
 Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero
que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
 Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante,
chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!


Arnaldo Jabor
 

Assim

Agora preciso de tua mão,
não para que eu não tenha medo,
mas para que tu não tenhas medo.
Sei que acreditar em tudo isso será,
no começo, a tua grande solidão.
Mas chegará o instante em que me darás a mão,
não mais por solidão, mas como eu agora:
Por amor.
Clarice Lispector

Sentir

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.

O medo do Amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

O amor como meio, não como fim.

É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo (por isso não dura) por uma relação que traga crescimento individual.
Há algo de errado na forma como temos vivido nossas relações amorosas. Isso é fácil de ser constatado, pois temos sofrido muito por amor. Se o que anda bem tem que nos fazer felizes, o sofrimento só pode significar que estamos numa rota equivocada. Desde crianças, aprendemos que o amor não deve ser objeto de reflexão e de entendimento racional; que deve ser apenas vivenciado, como uma mágica fascinante que nos faz sentir completos e aconchegados quando estamos ao lado daquela pessoa que se tornou única e especial. Aprendemos que a mágica do amor não pode ser perturbada pela razão, que devemos evitar esse tipo de "contaminação" para podermos usufruir integralmente as delícias dessa emoção - só que não tem dado certo. Vamos tentar, então, o caminho inverso: vamos pensar sobre o tema com sinceridade e coragem. Conclusões novas, quem sabe, nos tragam melhores resultados.
Vamos nos deter em apenas uma das idéias que governam nossa visão do amor. Imaginamos sempre que um bom vínculo afetivo significa o fim de todos os nossos problemas. Nosso ideal romântico é assim: duas pessoas se encontram, se encantam uma com a outra, compõem um forte elo, de grande dependência, sentem-se preenchidas e completas e sonham em largar tudo o que fazem para se refugiar em algum oásis e viver inteiramente uma para a outra usufruindo o aconchego de ter achado sua "metade da laranja". Nada parece lhes faltar. Tudo o que antes valorizavam - dinheiro, aparência física, trabalho, posição social etc. - parece não ter mais a menor importância. Tudo o que não diz respeito ao amor se transforma em banalidade, algo supérfluo que agora pode ser descartado sem o menor problema.
Sabemos que quem quis levar essas fantasias para a vida prática se deu mal. Com o passar do tempo, percebe-se que uma vida reclusa, sem novos estímulos, somente voltada para a relação amorosa, muito depressa se torna tediosa e desinteressante. Podemos sonhar com o paraíso perdido ou com a volta ao útero, mas não podemos fugir ao fato de que estamos habituados a viver com certos riscos, certos desafios. Sabemos que eles nos deixam em alerta e intrigados; que nos fazem muito bem.
De certa forma, a realização do ideal romântico corresponde à negação da vida. Visto por esse ângulo, o amor é a antivida, pois em nome dele abandonamos tudo aquilo que até então era a nossa vida. No primeiro momento até podemos achar que estamos fazendo uma boa troca, mas rapidamente nos aborrecemos com o vazio deixado por essa renúncia à vida. A partir daí, começa a irritação com o ser amado, agora entendido como o causador do tédio, como uma pessoa pouco criativa e desinteressante. O resultado todos conhecemos: o casal rompe e cada um volta à sua vida anterior, levando consigo a impressão de ter falido em seus ideais de vida.
Os doentes acham que a saúde é tudo. Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes - isto é, todos nós - acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade.
Diariamente, porém, a realidade nos mostra que as coisas não são assim, e acho importante aprendermos com ela. Nossas concepções têm de se basear em fatos, nossos projetos têm que estar de acordo com aquilo que costuma dar certo no mundo real. Fantasias e sonhos, ao contrário, têm origem em processos psíquicos ligados à lembranças e frustrações do passado. É importante percebermos que o que poderia ser uma ótima solução aos seis meses de idade, como voltar ao útero materno, será ineficaz e intolerável aos 30 anos. A bicicleta que eu não tive aos 7 anos, por exemplo, não irá resolver nenhum dos meus problemas atuais. É preciso parar de sonhar com soluções que já não nos satisfazem a adaptar nossos sonhos à realidade da condição de vida adulta.
Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem - e isso ninguém contesta -, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes. Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade. Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza.

Sobre estar sozinho

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação,há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."


HE..

Já rodei o mundo
Mas foi na sua loucura
Que encontrei minha razão
Vejo o mundo pulsando
Tudo muito
Muitos
Mas foi no seu braço
Que eu encontrei o melhor aconchego
Vejo o mundo me confortando
Tudo muito
Muitos
Mas foi com você
Que eu vi o céu mais cheio de estrelas
Vejo o mundo me ensinando
Tudo muito
Muitos
Mas foi com o seu beijo
Que eu conheci o melhor de mim...
Já rodei o mundo
mas nunca mais
vi
senti
durmi
ri
vivi
o que não fosse você e eu.
Rodarei o mundo talvez um milhão de vezes mais uma...
por você!
por  mim!

Adriana FURTADO
14/06

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz,

assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo,

assim como é fácil não dizer nada.

É difícil ser fiel,

assim como é fácil se aventurar.

É difícil valorizar um amor,

assim como é fácil perdê-lo para sempre.

É difícil agradecer pelo dia de hoje,

assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom,

assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz,

assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir,

assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém,

assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas...

É difícil pedir perdão?

Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o...

É difícil perdoar?

Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga...

É difícil se abrir?

Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira
escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...

É difícil ouvir certas coisas?

Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o..

É difícil entregar-se?

Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...

Mas, com certeza, nada é impossível...

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas
sonhemos,

Mas também tornemos todos esses desejos,

REALIDADE!!!
 
 
 
Cecília Meirelles

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.Carlos Drummond de Andrade

ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU

Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

Amor é bicho instruído

Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.
Carlos Drummond de Andrade

Se Eu Tivesse Olhos

Se eu tivesse olhos atrás da cabeça
Eu lhe diria
Você é bonito
Enquanto ia embora

E se você pudesse ter tentado confiar na mão que alimentava
Você nunca ficaria com fome
Mas você nunca ficou de fato

Ou estamos apenas nos apegando a coisas que não
possuímos mais?

Às vezes o tempo não cura
Não, nem um pouco
Apenas permanece parado
Enquanto nós nos apaixonamos ou deixamos de amar de novo
Duvido que eu vá te conquistar de volta
Quando você tem olhos assim,
Eles não te deixam entrar
Estão sempre vigilantes

Muitas pessoas passam o tempo apenas flutuando
Nós fomos vítimas juntos, mas solitários
Você tem olhos famintos que simplesmente não conseguem olhar à frente
Não pode dar o suficiente a eles, mas nós não podemos recomeçar
Construindo com pregos tortos,
Nós estamos caindo, mas ainda segurando, eu não quero mais tomar seu tempo
Tempo, tempo, tempo

Às vezes o tempo não cura
Não, nem um pouco
Apenas permanece parado
Enquanto nós nos apaixonamos ou deixamos de amar de novo
Duvido que eu vá te conquistar de volta
Quando você tem olhos assim,
Eles não te deixam entrar
Estão sempre vigilantes
Estão sempre vigilantes...